Walter Fanganiello Maierovitch

Com sua origem materna na Região de Molise, Itália, o desembargador Walter Fanganiello Maierovitch nasceu em São Paulo no ano de 1947 e tem em sua infância memórias de um ambiente italiano entre os bairros Bom Retiro e Barra Funda (SP), onde defendia as cores do Sociedade Esportiva Palmeiras nas competições de polo aquático.

Walter faz parte de uma geração pós-guerra, e foi vítima na época de preconceitos xenofóbicos por conta de sua raiz italiana, pois em São Paulo, os recém-chegados italianos eram vistos pelas elites locais como imigrantes que vinham para substituir a mão de obra escrava.

Jurista, desembargador aposentado do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, é comentarista da rádio CBN-Globo e colabora com os jornais Folha de S.Paulo, Correio Brasiliense, Estado de S.Paulo, revista CartaCapital e revista italiana NarcoMafie.

Em 1993, Walter fundou o Instituto Brasileiro Giovanni Falcone de Ciências Criminais. Com o objetivo de realizar pesquisas no âmbito das Ciências Criminais (em particular o Direito Penal material e formal, a Criminologia, a Sociologia Criminal, a Política Criminal e Penitenciária, a Criminalística, a Medicina Legal, a Psiquiatria Forense, a Psicologia Judiciária, a Penologia, o Jornalismo Investigativo, e informativo), bem como o ensino destas disciplinas e o exercício de atividades no âmbito da prevenção da criminalidade, com organização de eventos, publicações e palestras.

Atuou como professor de Direito Penal e Processual Penal, professor-visitante da Universidade de Georgetown (Washington-EUA) e atuou na Organização das Nações Unidas (ONU) como especialista nos fenômenos da criminalidade organizada transnacional e das drogas ilícitas.

Como juiz da área criminal possui um profundo conhecimento das engrenagens de funcionamento das organizações criminosas, principalmente dos seus esquemas de lavagem de dinheiro.

Atuou na extradição de TommasoBuscetta e na tentativa de extradição do capo máfia Antonino Salamone, além de defender a extradição do terrorista e pluriassassinoCesare Battisti.

Pela sua colaboração na luta antimáfia, em 1997, recebeu o título, do presidente da Itália, Oscar Luigi Scalfaro, de Cavaliere da República italiana.

Conferencista com exposições em todo o Brasil e na Itália, EUA, Romênia, Argentina, Bolívia, tem inúmeros artigos publicados na imprensa.

É conselheiro da Associação Brasileira dos Constitucionalistas da Universidade de São Paulo (USP), ex-secretário nacional antidrogas da Presidência da República e primeiro vice-presidente do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE). Membro vitalício das Academias Paulistas de Letras Jurídicas e de História.

É autor da obra “Na Linha de Frente pela Cidadania, editora Michael-SP e co-organizador, autor do prefacio e articulista da obra “Novas Tendências da Criminalidade Transnacional Mafiosa, editora Unesp.

Colaborou com artigos nas obras PoteriCriminali e Crisidella Democracia, casa editriceMinesis e Criminalità dei Potenti e Método Mafioso, casa editrice MIMESIS.

O brasileiro Walter Fanganiello Maierovitch foi declarado, por sentença definitiva do Tribunal Civil de Roma, cidadão italiano desde 10 de maio de 1947, data de seu nascimento.

Agora um novo desafio: ingressar no Parlamento Italiano. Em uma eleição que tende a ser disputadíssima, Walter irá procurar e criar mecanismos para motivar as novas gerações com relação a italianidade e a importância de exercer a cidadania. “Sinto inconformismo quando alguém fala que tem passaporte peninsular e nem se lembra da cidadania italiana. Muitos não sabem a língua, desconhecem a cultura, a história e os valores”…” Os laços com a pátria-mãe precisam ser reforçados e essa é uma obrigação de parlamentar que se elege na América do Sul”.