Liberi e Uguali

Liberi E Uguali

No dia 03 de dezembro, os parlamentares da Itália elegeram líderes de centro-esquerda para a Câmara e o Senado.

A assembleia da nova Esquerda unida – Movimento Democrático e Progressista (Articolo Uno), Si e Possibile – riunida no Atlantico Live de Roma que reuniu cerca de seis mil pessoas, nomeou como líder da nova lista o presidente do Senado Pietro Grasso. Nasce, então, um novo movimento chamado “Liberi e Uguali”.

Na assembleia dos delegados, que deu vida a uma lista unitária nas próximas eleições italianas, 04 de março de 2018, participaram, os três jovens secretários dos partidos fundadores Roberto Speranza, Nicola Fratoianni e Pippo Civati.

Roberto Speranza, 38 anos e presidente do Movimento Democrático e Progressista – Articolo Uno, abre o seu discurso lembrando Giovanni Falcone e Paolo Borsellino, mártires da luta contra o crime organizado. E faz a menção para liga-los a Pietro Grasso, da luta e sobrevivente de um atendado frustrado da “Cosa Nostra”.

O presidente do Senado, acompanhado por sua esposa Maria, sobe ao palco: “É uma grande emoção”. Em um discurso de meia hora, ele fala para a “base” e para aqueles que queiram se unir ao projeto “amplo e aberto” (Sociedade civil, esquerda, católicos, democratas e progressistas”). Ele discursa sobre uma proposta de “mudança radical e descontinuidade”, “sem rancor ou nostalgia”. Mas, de acordo com seu papel institucional, evita ataques contra adversários. Ele lembra sua própria história de combate a máfia e promete lutar por “valores”. Mas ele acrescenta que “nunca” será um “escudo do passado”.

Grasso do palco rejeita: “Não nos intimidemos e desencorajemos daqueles que falam de riscos sistêmicos, de populismo, de votação útil. “Serve uma alternativa para uma Itália livre, um novo futuro cabe a nós “, diz Grasso. E lê o artigo 3 da Constituição sobre igualdade: “Todos – ninguém é excluído – livre e igual”. Fala de “esperança” e lista os temas: trabalho, bem-estar, escola, direitos, luta contra a desigualdade. Nenhum “slogan” e “notícia falsa”, não “rios de palavras”, nem “arrogância”, promessas: é o “método Grasso”. Mais de seis mil aplaudem Grasso em pé e por mais de 5 minutos.

O promotor antimáfia Pietro Grasso foi eleito para liderar o Senado, venceu o candidato de centro-direita Renato Schifani com 137 votos contra 117 e desponta como possível candidato a chefe de governo nas eleições legislativas previstas para março de 2018.

“O país mais do que nunca precisa de respostas rápidas e eficientes para a crise social, econômica e política que estamos passando”, declarou Grasso.

Liberi e Uguali trata-se de uma coligação de centro-esquerda, cuja qualificação já anuncia e esclarece o seu caráter progressista e democrático.

Os propósitos e finalidades da coligação são: fidelidade ao europeísmo, manutenção do euro, igualdade para as mulheres, desenvolvimento eco-sustentável e busca de solução humanitária dos problemas migratórios que afligem o continente. Neste sentido, se posiciona em integral alinhamento à doutrina social do papa Francisco. Aliás, é instrutivo relembrar que a primeira viagem do seu pontificado se deu na Ilha de Lampedusa, porta de ingresso à Europa dos refugiados da guerra, da fome e do desespero, provenientes de áreas conflagradas. Também é oportuno recordar que, na ocasião, Francisco atirou simbolicamente uma coroa de flores no mar em homenagem às vítimas que pereceram afogadas no canal da Sicilia.

Sobre o Logo

Os romanos acreditavam nos poderes da planta Amaranto para deixar distante deles a inveja e a desventura. A planta era considerada sagrada, pois devido sua longevidade, mantinha-se com a aparência de sempre viva, além dos teores nutritivos, a planta tinha propriedades de embelezar o corpo (manter a forma) e ornamentando-o através das vestes tingidas com suas cores. No caso do nosso símbolo o significado principal é a proteção durante as lutas.

As folhas ao lado da letra i (Liberi) dão a ideia do meio ambiente e também formam a letra E (Libere), em italiano feminino plural, homenageia as mulheres como elemento fundamental da nova formação política: as mães, as irmãs, as companheiras