Aguardem-nos, Piracicaba!

Cidade de Piracicaba

É sempre enriquecedor chegar à uma cidade que tem uma bela história atrás de si. Amanhã o desembargador Wálter Fanganiello Maierovitch e a educadora Silvana Rizzioli estarão vivendo tal situação em Piracicaba, a 164 km de São Paulo, 391 449 habitantes. No caso de Wálter é a segunda vez neste ano.

A descoberta mencionada acima se deve a um motivo fortuito: a campanha eleitoral da Itália. Ambos concorrem ao Parlamento, Silvana como senadora e Wálter, como deputado pelo partido Liberi E Uguali. Como já é de conhecimento nacional, Piracicaba se tornou um importante reduto ítalo-brasileiro entre nós, desde 1877. A família Vitti, pioneira, que está na quinta-geração, é um exemplo eloquente de coragem e esperança. Bortolo e Maria Vitti chegaram com 10 filhos, e, independentemente do fato de imitarem Adão e Eva, que tiveram o compromisso de povoar o mundo, apostaram no futuro deles e no Brasil.

Rio Piricacicaba

Em um primeiro momento, Piracicaba traz à lembrança duas figuras históricas dos 250 anos: Nicolau Pereira de Campos Vergueiro, o célebre Senador Vergueiro (1778-1859) e Luiz Vicente de Souza Queiroz  (1849-1898). O primeiro, que lá possuía a Fazenda Ibicaba, no século XIX, foi pioneiro na implantação da mão de obra assalariada, confirmando a condição de abolicionista e humanista, uma das qualificações mais admiradas da sua rica trajetória. O outro, somente pela criação da Escola Agrícola Luiz de Queiroz, em 1934, que tanto beneficiou o Brasil, já teria justificado sua passagem pela Terra. Também foi abolicionista e, de quebra, segundo os registros históricos, levou a energia elétrica e o telefone para Piracicaba. Os piracicabanos, com justiça, devem lhes tirar o chapéu.

O segundo momento refere-se à presença italiana ali. É uma comunidade numerosa, que se divide em dois núcleos: os bairros de Santana e o de Santa Olímpia. Quem quiser passar momentos bons e festivos deve consultar seus calendários de festas na Internet para comer bem, saborear vinhos deliciosos e se divertir sem perceber. Aliás, trata-se de uma característica dos italianos em geral; afinal de contas, a ópera não poderia ter nascido em um país que que não fosse a Itália. Mas as demonstrações de Piracicaba nesse sentido indicam que há dedo de Trento e de Alto Adige, gente do norte da Itália. Santana e Santa Olímpia são localidades marcadas por esse pessoal. E deve ser bom pertencer a essas comunidades, do contrário eles não seriam tão unidos, a ponto de constituírem uma impressionante rede de vínculos fortes pelo mundo todo, muito ativa e presente. Eles têm orgulho de sê-lo e isso significa que, entre eles, as admirações são mútuas e fraternas.

Enfim, amanhã, Wálter e Silvana vão estar em boa companhia.

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