“Nossa esperança começou a reacender”

“Eu procuro trabalhar para difundir a cultura italiana”, afirma a advogada porto-alegrense Maria Cristina Franceschi, no tom de quem tem uma missão a cumprir. E ela assume com extrema competência e dedicação esse papel, respondendo pela Associação Beneficente e de Assistência Educacional do Rio Grande do Sul. Se cada estado do País possuísse uma instituição atuando nos mesmos moldes, certamente a memória do País estaria superiormente enriquecida, as raízes da nossa cultura melhor preservada e, por consequência, todos brasileiros descendentes de imigrantes seriam mais conscientes em valorizar as virtudes na nossa sociedade diversificada. Talvez não fosse exagero comparar o Brasil a uma árvore fecunda devido aos seus enxertos bem sucedidos sobre um “cavalo” promissor. Quem já trabalhou no campo sabe do que estamos falando.

A associação comprova a força da frase de Maria Cristina. Fundada em 1991, busca afirmar a cultura trazida pelos nossos avós, cuja preservação contribui para tornar mais conscientes nossos cidadãos a respeito do blend referido acima. Seus números refletem os bons resultados: ao longo de sua existência, passaram por ela mais de 120 mil alunos, 680 professoras e 15 mil turmas, distribuídas por 26 municípios do Rio Grande do Sul. Além disso, a associação é reconhecida pela Universidade de Siena pela sua proficiência no ensino da língua italiana. Portanto, aquela multidão de alunos aprendeu o bom Italiano e assimilou todas as características do país de onde vieram os ítalo-brasileiros. No caso de Maria Cristina os avós, Angelo e Tereza, eram florentinos. Seu pai, Dino, chegou da Itália em 1939, dois meses antes de a II Guerra começar. Fernando, quatro anos, neto de Maria Cristina, já é cidadão italiano.

Embora defensora das propostas de Wálter Fanganiello Maierovitch e Silvana Rizzioli – que aliás, se ajustam perfeitamente ao seu projeto de recuperar e/ou reforçar a italianidade dos ítalo-brasileiros inspirada nas razões acima descritas – ela sugere que os demais candidatos deveriam seguir o exemplo dele e buscar diálogo com a comunidade de eleitores. Nesse sentido, as portas da sua associação estão abertas. Eis o seu depoimento.

 

“A visita do desembargador Wálter Fanganiello Maierovitch a Porto Alegre, feita na segunda semana de janeiro, foi extremamente oportuna para mim e para muitos eleitores ítalo-brasileiros, pois nos encontrou em um momento de grande desilusão. Estávamos desiludidos em relação às eleições. Eu, particularmente, tenho muitas reservas sobre nossos atuais representantes e sua ausência de compromissos. Falta-lhes protagonismo. Por isso, quando recebi um telefonema do desembargador, solicitando um horário para se encontrar conosco, a esperança, pelo simples gesto, começou a reacender. Nunca havia sido procurada por candidatos para expressar nossas opiniões e necessidades. Nosso encontro foi uma grata surpresa, trouxe uma luz no fim do túnel. Nós pudemos vislumbrar um caminho construtivo. Fiquei muito entusiasmada. Eu lhe disse: eu lhe agradeço por ter vindo até nós apresentar sua plataforma eleitoral. Eu só lamento que tenha vindo muito tarde à Porto Alegre. Se tivesse vindo em agosto, a campanha estaria bem desenvolvida. Estou fazendo articulações com empresas italianas e com a imprensa gaúcha, pois após conhecer suas propostas, fiquei convicta de que temos que levar o nome do desembargador para o interior do estado. Na verdade, a minha confiança aumentou ao tomar conhecimento de que Silvana Rizzioli é companheira dele como senadora. É uma grande educadora e suas propostas nessa área consubstanciam seu preparo e conhecimento na área, particularmente em favor dos jovens. No caso, vai beneficiar imensamente os jovens ítalo-brasileiros e dos demais países da América do Sul”

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here