Fanganiello participa na Assembleia do partido. Pietro Grasso é leadership, ovacionado por mais de 6 mil pessoas

Domingo, 03 de dezembro, os parlamentares da Itália elegeram líderes de centro-esquerda para a Câmara e o Senado.

Fanganiello participou da convenção como delegado escolhido pelo partido. No Atlantico Live em Roma cerca de seis mil pessoas preencheram todo o espaço, cadeiras, escadas, corredores e muitos permanecem lá fora.

Nenhuma cenografia apenas três velas coloridas. Velas contra o vento. Os “grandes” da esquerda italiana desfilam, Pier Luigi Bersani, Antonio Bassolino, Vincenzo Visco, Guglielmo Epifani e Massimo D’Alema. Na primeira fila, os três jovens secretários dos partidos fundadores Roberto Speranza, Nicola Fratoianni e Pippo Civati.
Roberto Speranza, 38 anos e presidente do Movimento Democrático e Progressista – Articolo Uno, abre o seu discurso lembrando Giovanni Falcone e Paolo Borsellino, mártires da luta contra o crime organizado. E faz a menção para liga-los a Pietro Grasso, da luta e sobrevivente de um atendado frustrado da “Cosa Nostra”.
O presidente do Senado, acompanhado por sua esposa Maria, sobe ao palco: “É uma grande emoção”. Em um discurso de meia hora, ele fala para a “base” e para aqueles que queiram se unir ao projeto “amplo e aberto” (Sociedade civil, esquerda, católicos, democratas e progressistas”). Ele discursa sobre uma proposta de “mudança radical e descontinuidade”, “sem rancor ou nostalgia”. Mas, de acordo com seu papel institucional, evita ataques contra adversários. Ele lembra sua própria história de combate a máfia e promete lutar por “valores”. Mas ele acrescenta que “nunca” será um “escudo do passado”.
Grasso do palco rejeita: “Não nos intimidemos e desencorajemos daqueles que falam de riscos sistêmicos, de populismo, de votação útil. “Serve uma alternativa para uma Itália livre, um novo futuro cabe a nós “, diz Grasso. E lê o artigo 3 da Constituição sobre igualdade: “Todos – ninguém é excluído – livre e igual”. Fala de “esperança” e lista os temas: trabalho, bem-estar, escola, direitos, luta contra a desigualdade. Nenhum “slogan” e “notícia falsa”, não “rios de palavras”, nem “arrogância”, promessas: é o “método Grasso”. Mais de seis mil aplaudem Grasso em pé e por mais de 5 minutos.

O promotor antimáfia Pietro Grasso foi eleito para liderar o Senado, venceu o candidato de centro-direita Renato Schifani com 137 votos contra 117 e desponta como possível candidato a chefe de governo nas eleições legislativas previstas para março de 2018.

“O país mais do que nunca precisa de respostas rápidas e eficientes para a crise social, econômica e política que estamos passando”, declarou Grasso.

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