“Ele vai nos representar com brilho”- Luiz Fernando Furlan

Luiz Fernando Furlan. Foto: Banco de Imagens Gessulli Agribusiness

A julgar pela curta extensão do seu depoimento em favor da campanha do desembargador Walter Fanganiello Maierovitch ao Parlamento italiano como deputado, transcrito abaixo, o ministro Luiz Fernando Furlan, 71 anos, parece ser econômico ao correr da pena. Na verdade, trata-se de uma característica própria de pessoas voltadas para as ciências exatas, como é o seu caso – formado em Engenharia Química pela FEI e Administração de Empresas pela Faculdade Santana – e das quais Euclides da Cunha tornou-se uma exceção, em função de “Os Sertões”, seu caudaloso livro.

Em todo caso, na sua biografia existem elementos suficientes para se escrever pelo menos um belo livro de memórias familiares, inspirado na trajetória de Attílio Fontana,  seu avô. Na verdadeira, esta obra seria um prosseguimento, no qual relataria, além da boa surpresa que foi sua atuação como ministro de Estado, a experiência de governar e ampliar a gigantesca Sadia, pois o avô nos deixou o livro “História de minha vida” (Editora Vozes 1980), contado a sua parte.

Em 1944 Attilio assumiu um frigorífico que ia mal das pernas em Concórdia (SC) e nele fincou os alicerces para a Sadia, que hoje tem 55 mil funcionários.  É possível que, sem a Sadia, a rica história do oeste catarinense fosse outra, quando se fala em desenvolvimento. A própria Concórdia, por exemplo, 76 mil habitantes, 450 km de Florianópolis, exibe o envaidecedor índice de desenvolvimento humano (IDH) de 0,800 pontos.  A propósito, Luiz Fernando Furlan está arrolado nos anais municipais como um dos seus dois filhos ilustres; o outro é o teólogo Leonardo Boff.  O avô Attilio entrou na categoria apenas com cidadão, pois nasceu em Santa Maria,  cerca de 300 km de Porto Alegre, onde o minuano sopra forte na virada do outono para o inverno, “ escabelando os gaudérios”  – ( os gaúchos natos) – como ordena o linguajar regional. Isto faz lembrar que os Fontana – isto é, o casal Romano e Teresa, bisavós de Luiz Fernando- vieram de Vêneto, como assim fez a imensa maioria dos imigrantes que aportaram no Rio Grande do Sul. Saíram precisamente de Ásolo, que está incluída no roteiro oficial da Associazone Nazionale Comuni Italiani intitulado “As mais belas aldeias da Itália.” (I borghi piu belli d’Italia). Certamente falavam entre si com a “língua do Vêneto”, o idioma regional. Mas não se tratava de simples dialeto. Era falando por milhões de pessoas. Tanto que o teatrólogo Carlo Goldoni (1797-1793) escreveu suas 198 peças em língua do Vêneto. Ele era veneziano e forma com o siciliano Luigi Pirandello (1867-1936) a maior dupla do teatro italiano de todos os tempos.

Mas voltemos ao nosso tema. Numa feliz síntese, o ministro Luiz Fernando Furlan resume seu apoio ao desembargador Fanganiello Maierovitch.

Foto: Sérgio Lima/Folhapress

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here