“Basta confiar na sua ética” -Pedro Estevam Serrano

Professor Pedro Estevam Serrano

O depoimento de Pedro Estevam Serrano, professor de Direito Constitucional da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, em favor da candidatura do desembargador Walter Fanganiello Maierovitch ao Parlamento italiano como deputado, merece, a titulo de curiosidade, uma observação inicial. A força da sua adesão traz uma inesperada afinidade, porém às avessas, com uma das frases mais célebres dos meios literários brasileiros: “Não li, não gostei”!

Por um bom tempo o nome do autor vagueou pelo  limbo da dúvida. Foi atribuída a diversos personagens, inclusive o improvável ex-presidente João Batista Figueiredo, até se fixar em Nelson Rodrigues. Porém um livro intitulado “Crônicas” (Cepe Editora),  de Joca Souza Leão, esclareceu a origem: Oswald de Andrade (1890-1954).

Joca conta que o poeta Manuel Bandeira (1886-1968) a ouviu da boca de Oswald, referindo-se a um livro do colega, o paraibano José Lins do Rego (1901-1957), cujo nome não foi mencionado. Só cabe deplorar a eventual injustiça cometida, típica do caráter arrebatado de Oswald de Andrade, que não media palavras para exercitar seu humor sarcástico.
No caso do jurista Pedro Estevam Serrano em relação ao desembargador Fanganiello Maierovitch, a construção da frase, devidamente adaptada à circunstância política, seria inversa. “Não li (suas propostas), mas gostei”.

No depoimento abaixo, está explicada a razão desta introdução.

 

Talvez este meu apoio à candidatura do desembargador Walter Fanganiello Maierovitch ao parlamento italiano faça parte de uma tradição familiar  que já está encaminhando para a terceira geração. A admiração por ele foi iniciada pelo meu tio Sérgio, seu colega, juiz como ele, na região de São José de Rio Preto, no interior paulista, uns 30 anos atrás. Depois se estendeu a Vidal, meu pai, chegou a mim e foi incorporada pelos meus quatro filhos, três deles também advogados. Somos uma família associada ao Direito. Eu próprio sou professor de Direito Constitucional na Pontifícia Universidade Católica (PUC), de São Paulo.

Essa admiração advém do fato de que Walter é uma pessoa intrinsecamente ética e honesta nos seus procedimentos pessoais, públicos e profissionais tanto individuais como coletivo. Esta característica pode ser atestada na sua permanente prática dos valores relevantes do Humanismo. Do seu sólido apego a eles. Gente com esse perfil cresce no atual momento que estamos vivendo. Ganha importância. É uma esperança e uma necessidade diante do desprezo que estamos assistindo aos valores humanistas clássicos que regiam o pensamento tanto de correntes conservadores, moderadas ou de vanguarda.  Infelizmente este processo, introduzido no pós-guerra como resposta à violência do Fascismo, Nazismo e outras formas de arbítrio passa por desgaste. Hoje, o valor maior é o de ter dinheiro e não o de ser bom.

Walter enfeixa as virtudes dos valores humanistas referidos.

Ao oferecer meu apoio, não me preocupei em conhecer as propostas da sua plataforma. Penso que basta confiar no seu humanismo, na sua ética e honestidade. Tenho certeza de que tudo que ele fizer como deputado, caso seja eleito, terá as virtudes como sustentação. Esse conteúdo vai se materializar em propostas, em projetos de lei concretos. A coerência a esses princípios é inerente a sua personalidade. Faz parte dela.

Eu votaria nele apenas pelos valores e critérios que vão embasar  sua atuação. Aliás, se a eleição ocorresse na Espanha, pois somos de origem espanhola, ele teria os votos da família.

Recomendo fortemente a sua eleição”.

 

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