“Muito além de voto e apoio” – Biagio Di Martino

“De início, conheci o desembargador Walter Fanganiello Maierovitch através da televisão. Ele sempre me chamava a atenção. Lá eu o via dando entrevistas, emitindo suas opiniões sobre questões de Justiça e de Direito e sempre ficava vivamente bem impressionado. Parecia-me um homem bem preparado que, por meio do tema em que é especializado, deixava transparecer seu apego aos valores  de correção e civilidade que devem e precisam ser preservados. Essas características foram confirmadas por coisas que li sobre ele e quando o conheci pessoalmente. Nossos contactos ficaram regulares.

Quando fui informado de que ele seria candidato ao parlamento italiano para representar cidadãos italianos da América do sul, fiquei bastante feliz. Pensei comigo: vai ser muito bonito tê-lo como nosso representante lá sem me preocupar com uma plataforma própria de campanha eleitoral, porque alguém do seu porte já era suficiente para merecer confiança relativa à uma legislatura proveitosa. Não estou, absolutamente, desmerecendo programas políticos de um candidato. É, sobretudo, um direito dos eleitores. São necessários para que os eleitores sejam informados das suas intenções e pretensões no sentido de avaliá-lo e balizar seu voto.  Mas, no caso de Walter, em razão de seus procedimentos comprovados, existe a  convicção de que será um bom parlamentar.  Na verdade, seu nome me era familiar, pois conheci, a muito tempo, um Fanganiello que morava na Penha, aqui em São Paulo”.

Este depoimento do empresário Biagio Di Martino, 81 anos, responsável pela Di Martino Indústrias Metalúrgicas, situada na Rua Diamante Negro, Tatuapé, ganha especial relevo se for reconstituída sua trajetória como imigrante italiano que trouxe consigo apenas a coragem. Ele é de Racusa, na Sicilia, bem num dos bicos que forma o perímetro triangular da lendária ilha, voltado para o Mar Jônico, que é uma espécie de prolongamento do Mediterrâneo.

Ele chegou a São Paulo em 1952 com apenas 17 anos. Era um jovem alfaiate. Lembra que desembarcou num sábado e, sem sequer saber como chegar à esquina mais próxima da casa de um tio, já na manhã de segunda-feira saiu para procurar emprego. A rigor, essas palavras, lançadas num texto, não expressam a dimensão das aflições e esperanças mescladas que se passavam na cabeça. Falava o italiano tão bem quanto o dialeto siciliano. Embora parecidos, podem ter diferença que complicam o entendimento. Veja o exemplo no início da oração Pai Nosso. (Italiano) Padre Nostro, che sei Nei cieli/Sia santificato il tuo nome. (Siciliano) Patri nostru ca siti nnô celu/Fussi santificatu lu nomu vostru .

Não que isso fosse fazer diferença na procura de emprego. Mas o desconhecimento de nossa língua era uma dificuldade a mais, agravada pela forte pressão emocional. Evidentemente, isto poderia abater os ânimos.

Aprendeu na prática que qualquer pessoa, quando mostra disposição de melhorar, e dedica toda a sua aplicação nesse sentido, sempre encontrará pela frente um encarregado ou chefe que lhe dará apoio para crescer. Desse modo, passou pela indústria Singer das famosas máquinas de costura, da Matarazzo, do laboratório Fontoura de medicamentos,  das louças sanitárias Celite… Auxiliou-o a sua curiosidade em adquirir conhecimentos, particularmente na área da Química, que o acabou conduzindo  para a metalurgia.

Não se saiu tão mal, se olhar para trás. Três filhos, uma fábrica bem sucedida e estabilizada, 130 funcionários. Respeito, dignidade, satisfação consigo próprio.

“Estou a à disposição da campanha do desembargador Fanganiello Maierovitch”, confirma ele.

Um apoio dessa qualidade somente dá prestigio à qualquer campanha política.

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